A primeira entrevistada "do outro lado da notícia hoje" é a repórter da TV Liberal Flávia Lima. Ela visitou, no dia 31 de outubro de 2011, a Faculdade Ipiranga, a convite do professor Yuri Santiago.
A proposta, parte do trabalho (que, por sua vez, originou a ideia do blog), era que a moça (de apenas 22 anos) contasse um pouco de sua vida profissional aos alunos, que poderiam se identificar e se espelhar em uma jornalista tão nova e já despontando na carreira que escolheu para si. "Eu sei que muitos aqui passaram ou vão passar pelo mesmo que ela. A forma como ingressou na carreira, a importância da faculdade nesse processo...", disse Yuri antes de chamar a repórter para a sala de aula.
O início
Se ela pode ser considerada nova para já estar atuando como repórter de uma conceituada emissora local, imagina quando tudo começou (faculdade, estágio, etc)? Enquanto muitos faziam cursinho pré-vestibular ou terminavam o inglês, nossa repórter começou a fazer comunicação aos 18 anos, trabalhando como estagiária na Assessoria de Comunicação da FAP, onde estudava. E bem cedo também, apenas um ano depois de ter ingressado na faculdade de jornalismo.
A primeira lição que aprendeu, logo de cara, foi a importância de obter contatos. “Sempre que alguém lhe oferecer um cartão, guarde. Você nunca sabe quando irá precisar dele.” E se não fosse esse aprendizado, a jornalista não teria passado para a próxima experiência profissional: atuava agora na publicidade do cursinho de inglês que fazia.
A proposta, parte do trabalho (que, por sua vez, originou a ideia do blog), era que a moça (de apenas 22 anos) contasse um pouco de sua vida profissional aos alunos, que poderiam se identificar e se espelhar em uma jornalista tão nova e já despontando na carreira que escolheu para si. "Eu sei que muitos aqui passaram ou vão passar pelo mesmo que ela. A forma como ingressou na carreira, a importância da faculdade nesse processo...", disse Yuri antes de chamar a repórter para a sala de aula.
O início
Se ela pode ser considerada nova para já estar atuando como repórter de uma conceituada emissora local, imagina quando tudo começou (faculdade, estágio, etc)? Enquanto muitos faziam cursinho pré-vestibular ou terminavam o inglês, nossa repórter começou a fazer comunicação aos 18 anos, trabalhando como estagiária na Assessoria de Comunicação da FAP, onde estudava. E bem cedo também, apenas um ano depois de ter ingressado na faculdade de jornalismo.
A primeira lição que aprendeu, logo de cara, foi a importância de obter contatos. “Sempre que alguém lhe oferecer um cartão, guarde. Você nunca sabe quando irá precisar dele.” E se não fosse esse aprendizado, a jornalista não teria passado para a próxima experiência profissional: atuava agora na publicidade do cursinho de inglês que fazia.
Flávia sempre adorou e quis fazer assessoria de imprensa. Mas como a vida jornalística é imprevisível, o primeiro convite para um emprego "valendo" que Flávia recebeu foi para trabalhar em televisão. "É importante saber fazer um pouco de tudo"
Mesmo não sendo o emprego de seus sonhos, Flávia encarou o desafio, acreditando que em qualquer profissão é preciso saber fazer além do que se gosta ou do que lhe é proposto, mas sim um pouco de cada coisa. Pois "...você nunca sabe o que pode pintar por aí. Por exemplo, está chegando em Belém o Portal G1. É uma oportunidade de trabalhar com jornalismo online. E quem não se espertar pra esse lance de novas tecnologias, fica pra trás.", diz Flávia.
Flávia não apenas aprendeu que poderia fazer outras coisas além do que havia sonhado, como percebeu também que poderia ser muito melhor do que imaginava. "Eu nunca quis aparecer em vídeo. Mas lá eles acreditaram que eu fazia bem isso e depois eu vi aquele negócio de ficar no ar condicionado não era pra mim".
Pauta - o primeiro passo do jornalista
Flávia contou um pouco de seu dia-a-dia, ressaltando a importância da pauta para o jornalismo. "Aquilo que a gente escuta o professor dizer na faculdade, de que aqui no Brasil são colocados estagiários na produção, parte mais importante do processo, é verdade. É na pauta que tudo começa. Uma pauta pode salvar ou acabar com a vida de um repórter."Aproveitou para comentar que não é necessário se preocupar de onde tirar pauta, pois isso faz parte de nossas vidas, está em todos os lugares, basta saber enxergá-la. "O que é uma pauta?", Flávia questiona e afirma que bom jornalista é jornalista 24 horas por dia, não deixa de ser jornalista quando acaba o expediente. portanto sabe ver uma pauta em lugares comuns.
E deu exemplo de como e onde uma pauta pode ser encontrada:

- Ônibus lotado: Pauta sobre problemas no transporte público.
Jornalista e o papel de detetive
A gente aprende na faculdade que um dos papéis do jornalista é apurar. Apurar significa investigar os fatos de forma crítica e apresentá-los em forma de notícia da melhor forma possível: clara, objetiva, isenta (mesmo que esse último seja quase inalcançável). Bom, esse é um papel muito parecido com o de um detetive, certo? Foi exatamente isso que Flávia Lima tentou demonstrar através de uma história de redação que contou aos alunos, deixando-os bastante curiosos e impressionados.
Era um dia comum, de manhã bem cedo, quando o telefone tocou. Flávia pensou: "Que saco! Quem é que tá ligando uma hora dessas? Esse povo não dorme?!". Era um cara de Porto Alegre, com notícias pra lá de estranhas. O gaúcho dizia ter informações sobre um grupo de góticos que mataram uma adolescente em ritual satânico no Benguí.
Poderia ser trote ou qualquer brincadeira do tipo. Flávia também poderia não ter apurado, já que vida de jornalista é corrida e o caso poderia não ter qualquer proporção criminal. Mas tinha, teve. E ela foi atrás de uma notícia que nem ela imaginava ser tão séria. Pegou o contato da fonte e - dia após dia - anotava novas informações sobre os suspeitos. Trabalho investigativo, que leva tempo e persistência. No final, a matéria saiu. E ela havia cumprido seu papel... meio Sherlock Holmes.
PING-PONGEm poucas palavras, Flávia nos passa alguns recados:
Conselhos: "Saber lidar com algumas pessoas que vão te colocar pra baixo. E aproveitar todas as informações, sempre."
O maior desafio: Saber escrever para televisão. "São muitos os detalhes, muitas informações e você tem que resumir em, no máximo, 2 minutos.
Uma dica: "Dê todas as formas de uma fonte lhe encontrar e, ao mesmo tempo, de não lhe encontrar" (referindo-se ao caso de Ezequiel Abreu Calado).
Confira abaixo o vídeo de Flávia Lima:

linda e competente sucesso
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